Eu já passei por isso e, para ser bem sincero, a utilização de dados demográficos ainda tem o seu valor, mas não é mais o único caminho. No meu caso, no início, eu focava muito em informações básicas, como idade e localização. Era mais fácil, sabe? Só que, a medida que testei diferentes abordagens, percebi que só isso não trazia os resultados que eu esperava.
Um exemplo: eu tinha um negócio de serviços de design. Quando comecei, fiz anúncios focados em pessoas entre 25 e 35 anos, moradores de determinada região. Funciona? Sim, mas não tão bem quanto eu imaginava. As pessoas que mais contratavam eram, na verdade, um pouco mais velhas e algumas delas não se encaixavam exatamente nesse perfil demográfico.
Depois, eu comecei a explorar e incluir dados mais comportamentais – interesses, interações anteriores, o que compartilhavam… Testei criar anúncios voltados para quem já tinha interagido com minhas postagens ou até mesmo quem visitou meu site. Aí sim, as coisas começaram a mudar. A taxa de conversão subiu um pouco.
No entanto, tem que ter cuidado. A segmentação muito refinada pode acabar limitando seu alcance. Eu aprendi que um equilíbrio é fundamental. Você pode pegar dados demográficos como uma primeira camada para direcionar, mas não deve parar por aí. O ideal é combinar com dados de comportamento.
Fiz uma campanha que usou tanto a idade quanto interesses, e foi um bom resultado. Online, parece que tudo é muito dinâmico e, às vezes, o que funcionou uma vez não vai funcionar da próxima. O que me frustrou foi a quantidade de dinheiro que gastei em campanhas onde não considerei as nuances do comportamento das pessoas.
Em resumo, acredito que continue a utilizar dados demográficos, mas não se limite a isso. Pegue mais informações, teste e teste. Ajuste. O mercado tá sempre mudando e o que funcionou ontem pode não funcionar hoje. Então, pegue o que você sabe, misture com o que aprendeu e siga em frente.