No meu caso, a segmentação de anúncios com base em interações de live streams teve resultados mistos, mas, em geral, tenho visto eficácia em algumas áreas.
Realizei algumas experiências com anúncios direcionados para usuários que participaram de minhas lives. Notei que esses públicos tendem a engajar mais com o conteúdo, comparado a públicos mais amplos. Ao usar essa segmentação, as taxas de cliques foram superiores e as conversões, ainda que modestas, mostraram um aumento.
Entretanto, a interação em tempo real não garante por si só um aumento imediato nas vendas. As pessoas podem comentar e curtir, mas isso não se traduz diretamente em compras. Uma live pode potencializar o alcance, mas há uma série de fatores que influenciam na decisão de compra—como a relevância do conteúdo e a proposta da oferta.
O que não funcionou foi segmentar um público muito pequeno. Isso limitou meu alcance e, em alguns casos, o custo por clique subiu sem trazer retorno proporcional. Por outro lado, quando ampliei um pouco a segmentação, consegui alcançar novos potenciais clientes, mesmo que eles não tivessem interagido diretamente.
Uma dica que uso é criar retargeting de anúncios para aqueles que participaram da live, mas apenas depois de segmentar por interação significativa, como comentários, em vez de apenas visualizações. Isso tem mostrado um desempenho melhor.
Então, para responder à sua pergunta, sim, a segmentação é uma boa estratégia, mas deve ser aplicada com cautela e aliada a um conteúdo relevante que realmente converse com a audiência. Não espere resultados imediatos; teste e ajuste conforme você vai coletando dados.